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12 abril 2013

O prazer de te encontrar.



No absorto das minhas ideias, no abismo das minhas confusões e conflitos, nunca pensei que poderia achar um porto seguro, uma alma para sorrir ao me encontrar, para chorar as minhas dores e me abraçar para consolar.
Tudo começou incerto, incômodo, turbulento, mas sempre acima de nuvens negras encontramos céu azul. O nosso primeiro contato de olhos foi tão mágico quando o nosso primeiro beijo, só que ainda mais químico, pois nas lâminas límpidas e brilhantes das tuas íris, pude ver as lacunas "incompletáveis" do meu passado e o vazio do meu presente. Retornei para o instante em que te vi e senti algo que jamais sentira em outros tempos: a certeza do verdadeiro amor.
Se o conceito de amor é tão abstrato quanto é o próprio sentimento, por que encontramos a mesma definição básica? Para todos os efeitos, amor "é o nível ou grau de responsabilidade, utilidade e prazer com que lidamos com as coisas e pessoas que conhecemos" segundo a Wikipédia. No Aurélio é "afeição viva por alguém ou por alguma coisa". Independente do conceito dado, observamos que é algo que satisfaz, 
toma por completo e produz consequências, na maioria das vezes, maravilhosas.
Esse turbilhão de informações nem passou em minha cabeça assim que senti, pois veio primeiro em meu coração para depois chegar à mente. Ao passo em que não raciocinei logicamente, pensei em toda uma vida junto a ti; em construir patrimônios; construir uma família. Finalmente nos casamos, temos o nosso lar e hoje me pergunto qual o verdadeiro momento em que nos damos conta da maior dádiva de amar: respondo que é durante as dificuldades da vida, na tempestade quando só o centro traz alguma calmaria e ao mesmo tempo não mostra saída. 

E tudo começou ao te encontrar...

Eu te amei ontem.
Eu te amo hoje.
Sempre te amarei.

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